quinta-feira, 2 de setembro de 2010

NOTÍCIAS DE BIOLOGIA 08/2010

06/08/2010 Estudo afirma que humanos compartilham genes com as esponjas

Descoberta pode proporcionar novas bases de estudos em relação ao câncer e a pesquisas com células-tronco

Pode ser que a humanidade descenda do macaco, mas cientistas australianos encontraram provas de relações muito mais estreitas do homem com o solo submarino, em um estudo que revela que as esponjas do mar compartilham quase 70% de genes com os humanos.

A sequência genética das esponjas do mar na Grande Barreira de Recifes da Austrália mostrou que esse animal aquático invertebrado compartilha muito de seus genes com os humanos, incluindo um grande número de genes associados com doenças como o câncer.

A descoberta pode proporcionar novas bases de estudos em relação ao câncer e a pesquisas com células-tronco, afirmou o chefe do estudo, Bernard Degnan, da Universidade de Queensland, Austrália.

“As esponjas têm o que consideramos o 'Santo Graal' das células-tronco", afirmou Degnan.

Explorar as funções genética das células-tronco das esponjas poderá revelar "relações profundas e importantes" com os genes que influenciam a biologia das células-tronco humanas.

Pode, inclusive, modificar a forma em que pensamos nossas células-tronco e como poderíamos usá-las em futuras aplicações médicas", explicou.

O estudo, publicado pela revista Nature esta semana, é o resultado de mais de cinco anos de pesquisas de uma equipe internacional de cientistas

COMENTÁRIO: as esponjas sempre foram seres vivos tão esquecidos pela maior parte dos seres humanos, e é realmente bom que se façam descobertas como esta, para provar de que não somos tão distante de outro seres vivos (como a esponja) como alguns pensam.

11/08/2010 Salmonella é a nova aliada na luta contra câncer

(http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/salmonella+e+a+nova+aliada+na+luta+contra+cancer/n1237745697802.html)

A bactéria geralmente associada à intoxicação alimentar pode atuar no combate ao câncer

Uma pesquisa publicada hoje (11/08) na revista Science Translational Medicine mostrou que a bactéria , geralmente associada à intoxicação de alimentos, pode levar o sistema imunológico a reagir às células cancerosas e matá-las. O trabalho pode ajudar cientistas a desenvolver uma “vacina” para pacientes com câncer de pele.

O mecanismo deste processo é uma proteína chamada conexina 43. É ela quem ajuda o sistema imunológico a matar as células cancerosas. Mas a medida que o tumor cresce a proteína perde o seu efeito e com isto o câncer se prolifera. É aí que entra a salmonella: ela ativa novamente a conexina 43 que volta a desempenhar o seu papel.

A pesquisa foi feita inicialmente com tecido de metástase de melanoma - quando o câncer se espalha pelo corpo - de camundongos e humanos. No caso dos camundongos, nas três linhagens de melanoma que entraram em contato com a salmonella o nível de conexina 43 aumentou. No caso das linhagens humanas, cinco dos nove testadas tiveram mesmo resultado. O mais interessante, porém, foi o experimento seguinte. Nele, camundongos com câncer receberam injeção de tumores tratados com salmonella. O resultado foi o desaparecimento do tumor. A escolha de trabalhar com metástase de melanoma foi bastante pragmática segundo Maria Rescigno, do Instituto Europeu de Oncologia. “Não há cura para metástase de melanoma”, afirmou ela ao
iG. A possibilidade de usar a mesma estratégia para outros tipos de câncer também anima a pesquisadora. “A salmonella pode funcionar da mesma maneira em outros tumores”.

COMENTÁRIO: é incrível o como existem coisas que podem tanto prejudicar quanto podem fazer bem, ou muito bem, como é o caso. O câncer é uma das piores doenças que existem, não existe prevenção para tal, e fazer descobertas como esta inovam tudo.

18/08/2010

Aumento da temperatura do mar está matando corais da Indonésia

Mergulhador examina corais em Aceh, Indonésia, que estão morrendo em velocidade alarmante

Corais que sobreviveram ao tsunami de 2004 estão morrendo devido ao grande aumento de temperatura nas águas do noroeste da Indonésia. Esta é uma das taxas mais altas já medidas. Conservacionistas afirmam ainda que a ameaça se estende a outros corais da Ásia.

Em maio, a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS na sigla em inglês) enviou biólogos marinhos à província de Aceh, na ilha de Sumatra, quando a superfície da água chegou a uma temperatura de 34 graus Celsius -- 4 graus acima da média. Eles descobriram que o motivo das mortes dos corais estava no fato de as algas que habitavam o ecossistema haviam sido expelidas dos arrecifes. Pesquisas subseqüentes, feitas em parceria com a Universidade James Cook da Austrália e a Universidade Syiah Kuala da Indonésia, comprovaram que 80% destes corais morreram desde maio. O resultado do trabalho ainda não foi publicado em nenhum periódico científico.

Os cientistas afirmam que a velocidade e a extensão da mortandade parece ser maior do que em outros casos que ocorreram recentemente. Eles supõem que a causa esteja relacionada ao aumento de temperatura do oceano, que entre outras questões está relacionada ao aquecimento global.

"É uma tragédia não somente para um dos corais com maior biodiversidade do mundo, mas também para a população da região", afirmou Caleb McClennen, responsável pelo programa marinho na Indonésia da WCS. Ele também lembrou que muitas pessoas dependem da rica vida marinha da região para se alimentar e ganhar dinheiro através do turismo.

Uma tragédia atrás da outra
A formação de corais da região já havia sido atingida devido ao aumento de temperatura ocorrido entre 1997 e 1998. A situação deste ecossistema estava apenas começando a melhorar quando em dezembro de 2004 um terremoto na costa da Sumatra detonou o tsunami que matou mais de 230 mil pessoas em diversos países. O desastre danificou mais de um terço dos corais de Aceh. A boa notícia ficou por conta da boa dos corais terem se recuperado mais rápido do que o esperado, graças à colonização natural e à queda substancial na pesca ilegal na região.

O aumento de temperatura, segundo, foi chamado por Clive Wilkinson, coordenador da Rede Global de Monitoramento de Recifes na Austrália, de "combinação letal" para os corais, em especial quando continua por mais de um mês como foi o caso em 1998. "Estamos em um grande período que está quebrando todos os recordes de temperatura e estamos muito preocupados agora com as Filipinas, Taiwan e o sul do Japão", afirmou Wilkinson. "O que está acontecendo é muito sério".

COMENTÁRIO: Até os corais são atingidos pelo aquecimento da temperatura. Riquezas do planeta se perdem cada vez mais, eu não sei o que será do planeta Terra em 20 anos, quando, provavelmente, não existirão mais corais, e muitas outras coisas.

Sistema, com pelo menos cinco planetas, tem semelhanças com sistema solar

Astrônomos europeus descobriram um novo sistema estrelar composto por, pelo menos, cinco planetas e que apresenta algumas semelhanças com o sistema solar. Os planetas orbitam a estrela chamada HD 10180, na constelação Hydrus, a cerca de 100 anos luz da Terra.

"Nós encontramos o que é, muito provavelmente, o sistema com mais planetas descobertos até agora”, disse Christophe Lovis, astrônomo da Universidade de Genebra que liderou o estudo do Observatório Europeu Sul (ESO). “Esta descoberta destaca o fato de que nós agora estamos entrando numa nova era na pesquisa de exoplanetas”.

Lovis informou que os cinco planetas são comparáveis a Netuno, têm de 15 a 25 vezes a massa da Terra. “Eles são feitos essencialmente por pedra e gelo. Eles têm um núcleo sólido, mas acima do núcleo há uma camada gasosa, composta, provavelmente, por hidrogênio e hélio”, disse. Os cientistas acreditam que os planetas não sejam habitáveis.

Foto: Divulgação

Foto da estrela HD 10180 no espaço

Além dos cinco planetas confirmados, os cientistas suspeitam que existam mais outros dois, incluindo um que poderia ser o menor planeta já visto fora do sistema solar. Outra particularidade deste planeta seria sua proximidade com a estrela.

O sétimo planeta seria maior, similar a Saturno.

“A coisa mais interessante para se considerar em relação a esta descoberta é que ela mostra que podem existir muitos outros sistemas”, disse Alan Boss do Instituto Carnegie de Ciência, que não estava envolvido com a descoberta.

O sistema em torno da estrela HD 10180 é único em vários aspectos. Ele, provavelmente, não tem nenhum planeta gigante gasoso semelhante a Júpiter. Os cientistas também acreditam que todos os planetas tenham órbitas quase circulares.

Cientistas estão descobrindo planetas fora do sistema solar pelos últimos 15 anos, tendo, até então catalogado cerca de 450. A maioria das descobertas têm se limitado a um ou dois planetas, normalmente enormes e gasosos - muito similares a Júpter ou Saturno.


A descoberta foi feita por cientistas da Suíça, França e Alemanha nas instalações do ESO no Chile.

(Com informações da AP)

COMENTÁRIO: Eu imagino que devem existir milhares de outros sistemas solares que desconhecemos no universo, mas é muito importante para a ciência quando se comprova coisas novas.